Tratamentos

Miomas

Miomas (fibromas) uterinos
Os miomas uterinos são tumores benignos que surgem a partir do tecido muscular liso do útero.
Esses tumores podem ser chamados de leiomiomas ou fibromas.

Podem ser detectados por:

  • Exame pélvico
  • Ultrasson

Miomas Uterinos CEAGIC

Localização na Parede Uterina

Pela sua localização, os leiomiomas, miomas ou fibromas, são subdivididos em

  1. Subserosos;
  2. Intramurais;
  3. Submucosos.

Isso significa que os miomas uterinos, respectivamente, podem aparecer na:

  1. superfície externa do útero;
  2. dentro da parede muscular do útero;
  3. superfície interna do útero.

Quais as causas dos miomas uterinos?

Uma causa específica dos miomas uterinos ainda não foi determinada com exatidão. Entretanto há correlação com a atuação dos hormônios femininos, a saber, o estrogênio e a progesterona.

25% das mulheres portam os miomas uterinos, mas nem todas apresentam sintomas.

Quais os riscos de desenvolver miomas

Existem algumas variáveis que podem potencializar o aparecimento de miomas:

  1. Etnia: mulheres negras têm três vezes maior chance de desenvolver miomas uterinos;
  2. Gestações: mulheres que já foram gestantes por mais de cinco meses têm menos risco de desenvolver os miomas;
  3. A utilização de anticoncepcional: quem toma anticoncepcional também tem menor risco e tendência para o desenvolvimento de miomas. Contudo, o uso precoce, entre 13 e 16 anos de idade, sugere um maior risco.

Miomas: Sintomas

Na maioria dos casos os miomas são pequenos e não apresentam sintomas. Entretanto, portadoras de miomas podem ter interferências em sua qualidade de vida ao serem acometidas de sangramento e desconforto abdominal.
Os sintomas dos miomas uterinos se relacionam com a quantidade, a localização e o tamanho dos miomas e costumam ser:

  1. Sangramento uterino aumentado: os miomas uterinos que causam um sangramento menstrual maior são os que se encaixam na categoria de submucosos (quaisquer tamanhos) e os intramurais maiores de 30 milímetros;
  2. Pressão na região pélvica: miomas uterinos maiores, mais frequentemente causam esses sintomas;
  3. Afetar a gravidez e a fertilidade: os miomas uterinos submucosos precisam ser tratados antes da mulher tentar a gravidez. Os intramurais e subserosos, quando maiores que 30 milímetros merecem atenção maior e indicação de tratamento.

Diagnóstico dos miomas uterinos

Os miomas costumam ser diagnosticados em exames ginecológicos. O(a) profissional que realiza a consulta pode notar que o útero está aumentado de forma irregular. Os exames de imagem podem auxiliar no diagnóstico também, além de dar precisão em relação ao local em que os miomas estão. Eles são três, a saber:

  1. Ultrassonografia pélvica: mostra a localização dos miomas dentro da parede uterina e pode ser utilizada durante a miomectomia laparoscópica quando há múltiplos miomas;
  2. Histerossalpingografia: permite uma avaliação mais precisa de miomas que deformam internamente a cavidade do útero, ou seja miomas submucosos;
  3. Ressonância magnética: da mesma forma que a ultrassonografia, a ressonância torna possível a localização de miomas dentro da parede do útero e a realização de uma avaliação completa da região da pelve. A ressonância nuclear magnética também é um exame importante para o planejamento cirúrgico ao permitir localizar múltiplos miomas para miomectomia.

Tratamento dos miomas uterinos

Pacientes assintomáticas, em sua maioria não necessitam de tratamento. A presença de sintomas mais significativos pode sugerir a necessidade de tratamento, seja medicamentoso, seja através de intervenção cirúrgica.

Sobre o tratamento clínico

  1. Pílulas anticoncepcionais: a combinação do estrogênio e da progesterona, presentes nas pílulas, pode contribuir significativamente na diminuição do sangramento menstrual excessivo vinculado aos miomas. O mioma não diminui por conta das pílulas. Por conseguinte, essa abordagem não é efetiva para os sintomas da pressão pélvica, dor ou infertilidade;
  2. DIU (Dispositivo intra-uterino):o DIU, especificamente com levonorgestrel, reduz o sangramento e fornece anticoncepção;
  3. Injeções, Implantes e pílulas de progestogênio: reduzem a espessura da parede do útero e reduzem os sangramento menstrual. Eles podem ser utilizados com pílulas diárias, implantes subcutâneos (a cada 3 anos) ou trimestralmente como injeções;
  4. Agonistas do GnRH  (hormônio que libera gonadotrofinas): um dos tratamentos mais comuns. Causa a interrupção da menstruação e reduz o tamanho dos miomas. Existem vários efeitos colaterais nesse tratamento como sudorese noturna e ondas de calor, semelhantes aos sintomas da menopausa. Ainda pode causar desmineralização óssea se utilizado por mais de 1 ano. É um tratamento que deve ser realizado por no máximo 6 meses, enquanto aguarda uma intervenção cirúrgica. Adequa-se bem à correção de uma anemia antes do procedimento eletivo.
  5. Medicações antifibrinolíticas: reduzem o sangramento em até 55% sem, entretanto, gerar qualquer efeito sobre os miomas.

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico é recomendado para a melhora dos sintomas à longo prazo.  Assim, é recomendado quando o tratamento clínico não atinge os objetivos definidos entre o médico e a paciente. Por outro lado, a cirurgia costuma ser utilizada para tratar a infertilidade causada pelos miomas. Dentre os tratamentos cirúrgicos disponíveis estão:

  1. Histerectomia: remoção do útero pelo abdome ou pela vagina. Mulheres que já estejam decididas podem optar por esse tratamento se seus sintomas são severos e se seu planejamento familiar já está definido. Trata-se de um procedimento que normalmente realizamos por via laparoscópica, independentemente do útero ser pequeno ou grande.
  2. Miomectomia: remoção do mioma por meio de procedimento cirúrgico; pode ser efetuado através da laparotomia (grande incisão abdominal) ou da laparoscopia (pequenas incisões na parede abdominal). Caso o mioma seja na superfície interna do útero (submucoso), a miomectomia histeróscopica pode ser utilizada – por via vaginal, através do colo do útero. Os miomas podem voltar entre 10 e 25% das pacientes submetidas a este tratamento. Há possibilidades das mulheres que realizarem a cirurgia terem que fazer uma segunda. Esse tratamento é recomendado para as mulheres que querem retirar o mioma e manter a possibilidade de engravidar, ou, independentemente disso, preservar o útero;
  3. Embolização uterina: dentre os tratamentos, este procedimento especificamente compreende o bloqueio da vascularização do mioma. O cirurgião endovascular insere um cateter em um vaso calibroso na região inguinal até chegar à artéria que alimenta o mioma. Nesse ponto é injetada uma solução com partículas que bloqueiam o fluxo sanguíneo, ocluindo a vascularização ao mioma. No pós-operatório é prevista dor de moderada a severa, podendo ocorrer febre em 33% das pacientes. Em 1/5 dos casos, um segundo procedimento, seja histerectomia, miomectomia ou embolização, pode ser necessário para o controle dos sintomas.
  4. Miólise: nesse procedimento, o mioma é destruído por meio do calor ou frio através de um dispositivo inserido pelo abdome. Neste procedimento laparoscópico, uma corrente elétrica ou laser destrói o mioma e encolhe os vasos sanguíneos que os alimentam. Semelhantemente, o uso do frio, congela o mioma para destruí-lo.

Escolha do tratamento dos miomas uterinos

Existem várias diferenças na hora de escolher um tratamento para miomas uterinos. Cada caso deve ser considerado individualmente. O elemento preponderante na escolha de um determinado tratamento é o desejo de ter ou não mais filhos. Apesar da histerectomia promover excelente melhora dos sintomas, é uma opção somente para mulheres determinadas a não mais engravidar. Neste caso, a miomectomia é uma indicação mais adequada por preservar a integridade. Quem já tem filhos, mas não quer optar pela histerectomia pode escolher a embolização uterina ou a miólise. Ao optar pela histerectomia, a laparoscopia enquanto método minimamente invasivo como alternativo à cirurgia aberta, permite melhor visão das estruturas durante a cirurgia. A laparoscopia é aconselhável por vários motivos: menos dor no pós-operatório, melhores resultados estéticos, menor tempo de recuperação e consequente retorno mais rápido às atividades quotidianas.

Fonte: Dr. William Kondo e Dra. Monica Tessmann Zomer Kondo

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